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O que é Bilinguismo?



Confira, neste artigo, o que é o bilinguismo, os tipos existentes e os diversos benefícios de ser bilíngue! Vamos lá?

Afinal, o que é bilinguismo? A definição é um tanto polêmica. Alguns dicionários, como o Michaelis, o definem como a qualidade “daquele que fala dois idiomas.” E as pessoas comuns também. Entretanto, as pesquisas mais recentes estão afirmando que bilinguismo não é somente isso.

Como assim?

Para os linguistas, bilíngues são as pessoas que usam duas ou mais línguas que aprenderam em situações do dia a dia, nas quais se alternam, conforme necessidades e finalidades específicas.

Desta forma, bilíngues são aqueles que, em menor ou maior grau, possuem conhecimento linguístico e habilidades comunicativas nas duas ou mais línguas que fazem parte de sua vida, tanto para interagir, quanto para entender o mundo que os cerca.

Sendo assim, uma criança com pais que falam duas línguas em casa e as aprendeu, simultaneamente antes dos três anos, é bilíngue.

Mas o estudante que lê e escreve espanhol, ainda que só fale frases básicas, também é considerado bilíngue.

O que mudou é que, antigamente, considerava-se bilíngue, somente quem tinha o domínio pleno das línguas, igualmente. Mas, atualmente, a criança que entende o avô em coreano, mas não fala neste idioma, por exemplo, também é bilíngue. Interessante, não é?


Tipos de bilinguismo

O bilinguismo na primeira infância costuma ser dividido em simultâneo, consecutivo e sequencial.

● Simultâneo: a criança aprende as duas línguas ao mesmo tempo, desde o nascimento.

● Consecutivo: quando a criança é exposta ao novo idioma até, no máximo, dois anos.

● Sequencial: quando a criança aprende um novo idioma após os dois anos de idade. Pois assim, ela já tem conhecimento da língua materna, sendo o segundo idioma apenas uma sequência.


Quando a aquisição de uma nova linguagem se dá na fase adulta, considera-se bilinguismo consecutivo tardio.

Ademais, ainda se tem os termos bilinguismo aditivo e bilinguismo subtrativo. O primeiro se refere à situação de aprender dois idiomas simultaneamente, de maneira balanceada.

Já o subtrativo, refere-se à situação do indivíduo ter que aprender uma segunda língua de forma obrigatória, com pouco ou nenhum contato com a língua materna, fazendo com que o desenvolvimento da primeira língua diminua e o da segunda aumente.

Em outras palavras, o bilinguismo subtrativo pode ser o caso de algumas pessoas que mudam de país e não possuem mais oportunidades de praticar a língua materna.

Além disso, existe ainda o termo bilinguismo passivo, que se refere a pessoas que entendem perfeitamente o segundo idioma e, no entanto, não são capazes ou recusam-se a falar a língua.


Ensino bilíngue

Muitas famílias, ao se mudarem de país, levam consigo a língua materna. Em alguns casos, nessas famílias, há o desejo de que seus filhos sejam bilíngues, pois querem estimular-lhes a aquisição da língua materna, o que chamamos de língua herança.

Assim, os filhos crescem, desenvolvendo a língua do local em que moram e aprendem a língua herança dos pais. Para este ensino existem alguns métodos e os mais conhecidos são:

● One Person - one language (OPOL) - uma pessoa - um idioma

● Minority language at home (MLH) - língua minoritária em casa

● Time and place - horário e local

● Mix Language Policy (MLP)

Além disso, as escolas brasileiras estão, cada vez mais, preocupadas em oferecer um ensino bilíngue em suas instituições. O foco é no ensino da língua inglesa, já que este é o terceiro idioma mais falado mundialmente, atrás somente do mandarim e do espanhol. E, devido à importância de uma comunicação universal, escolas que incluem em seu currículo um ensino bilíngue, contribuem para que seus alunos compreendam a cultura, comuniquem-se no idioma e, assim, qualifiquem-se melhor para o mercado de trabalho, no futuro.




Benefícios do bilinguismo

Além da melhoria de um currículo profissional, muitos são os benefícios de um ensino bilíngue. Uma segunda língua abre novos horizontes, diferentes perspectivas e culturas.

Aumenta a concentração

O cérebro de uma pessoa bilíngue processa diferentes estímulos com mais agilidade, escolhendo o idioma mais adequado a cada contexto. Essa habilidade promove a plasticidade do cérebro, o que auxilia na administração de situações de conflito.

Desta forma, naturalmente, o cérebro desenvolve uma maior concentração e evita distrações.

Mais memória

Ao praticar novas palavras, o bilíngue estará aumentando sua memória, em relação ao monolíngue, pois na aprendizagem de uma nova língua, é necessário internalizar novas regras gramaticais, novos vocábulos, expressões culturais, etc., fazendo com que a memória seja frequentemente treinada, tornando-se cada vez mais aguçada.

Viver mais e melhor

Segundo pesquisas, saber dois idiomas ou mais, resulta em vantagens sociais e cognitivas, especialmente no envelhecimento. Há alguns estudos que confirmam que a aprendizagem de uma nova língua atua como fator protetivo contra o declínio cognitivo e pode, até, retardar os primeiros sintomas da Doença de Alzheimer.

Além disso, saber outro idioma facilita a integração neste mundo cada vez mais globalizado, facilitando viagens, estudo, intercâmbios e trabalho no exterior, aumentando também a conexão entre pessoas.

Não há dúvida de que optar por um ensino bilíngue é uma excelente opção para o futuro de seus filhos e, para lhe ajudar nesse desafio, conte conosco e não deixe de conferir nosso catálogo, repleto de boas leituras!

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